Saturday, November 24, 2007

Em 1987 papai gastou uma grana e comprou um computador XT para a firma de engenharia.

Ele tinha aqueles pacotes padrões: Wordstar, Lotus123, folha de pagamento da RM Sistemas e etc. Eu me lembro como se fosse hoje a demonstração que ele fez sobre o que era uma Planilha Eletrônica para mim e para o André, usando como exemplo ingredientes de uma feijoada!

Eu confesso que não vi muita graça, visto que já possuíamos um MSX em casa para outros fins. Mas era tão raro possuir computadores na época, que me lembro bem do fascínio que a máquina produzia em alguns primos e tios que iam ao escritório para sacar de qual era da máquina.

Quando a firma faliu, ele trouxe o computador para casa. E pouco tempo depois equipou-o com um HD 5e1/4 de 20megas, porque até então tudo ficava em disquete. Quando compramos o 486 em 1994, ele foi trocado por uma impressora Epson LX. O dinheiro da venda do MSX deu para comprar o Modem Zoltrix 14400bps.

Saturday, November 17, 2007

Alguém me perguntou se o caso do fusca relatado pelo Rony é verdadeiro.

Eu acho que sim. Pois depois me lembrei que em 1992 papai teve um outro fusquinha que teve que ser vendido após mais dificuldades financeiras.

Para se ter uma idéia, na época, eu e meu amigo Ricardo do Promove éramos os únicos da sala cujos pais possuíam tal carro. (E naquela neura idiota de adolescente, não gostávamos de ser pegos na saída do colégio elitista de fusca =)

Lembro bem da ocasião da venda. Como meu pai estava obcecado com a religião crente, fizemos uma reza no meu quarto e eu e minha irmã choramos, após o papai avisar que precisava vender o carro...

Pois então. Anos depois, quando inqueri o papai, ele não se recordava de ter tido esse outro Fusca. É a vida! Fazer o quê? Tenho certeza que maioria das pessoas não lembram de todos os carros que tiveram na vida.

Monday, November 05, 2007

Obviamente, meu pai também tinha inimigos.

Por exemplo, quando ele fez o projeto do heliponto da residência do Paulo Pedras (sim, aquele empresário cujo o filho, Eduardo Pentagna Guimarães, subiu o Anel Rodoviário na contra mão e matou uma jovem de 19 anos).

O Paulo Pedras contou que em uma festa, conheceu uma engenheira do DER. Após ele elogiar a capacidade do papai de enfrentar a burocracia do DAC no RJ para a homologação do heliponto, a engenheira comentou ironicamente:

"É, ele é muito inteligente...
Mas quando perguntamos: Cesar, cadê os projetos ?
Ele diz: Estão todos prontos, aqui, na minha cabeça!".

Sei desse caso, porque o meu pai, puto, contou-me na época. Só o escrevi aqui, porque hoje ele é engraçado.

E, ao contrário dos engenheiros convencionais, papai não tinha medo de desafios.