Tuesday, June 09, 2009

Papai tinha um Dodge Polara automático branco, o "Doginho". Carro que rodou mais de 300.000km com a gente. Eeu me lembro do dia que o velocímetro mudou na curva do Ponteio (que na época não passava de uma boate). Meu pai super-empolgado, chamava a minha atenção para o fato. Eu devia ter uns 5 anos e estava no banco de trás, números não me interessavam tanto na época.

Papai chegou até mandar refazer todo o estofado de tanto gostar do carro. Depois dele ser vendido, uns anos mais tarde, vimos um Doginho branco estacionado em frente o colégio Promove Serra: era ele! Papai ainda lembrava do número da placa! Mas não chegamos a ver o dono...

Outro dia vi um Doginho vermelho na rua e achei um carro bem pequeno. Fico imaginando o foguete que devia ser, já que o motor era 2.2. Outros tempos estes, de gasolina barata...

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Lembro me de pelo menos outros 2 casos relacionados com o Doginho:
1. Quando éramos pequenos, nosso maior diversão era irmos almoçar no Dragon Palace na Av. do Contorno, porque existia na entrada uma escada de mármore branco cujo pára-peito era muito largo e as crianças viviam escorregando nele. Hoje, o atual Dragon Center teve sua escada de entrada reformada, não possuindo mais esse escorregador. Na certa, alguma crinaça de menor destreza se esborrachou por lá.

Uma vez que num almoço de domingo papai conseguiu trancar a chave dentro do Doginho em frente ao restaurante. Na época, tinha uma fila de clientes na porta e um deles tinha um Dodge verde e tentamos a chave dele que não funcionou. Por fim, acabou que papai conseguiu ceder um pouco o vidro da frente com mãos, o suficiente para levar um arame arranjado com um olhador de carro e pescar a chave no banco do carro!!

2. Uma vez, nós fomos passear no retiro das pedras. Lá o papai teve que retirar o banco traseiro do carro e socá-lo no chão, pois o mesmo estava infestado de baratas. A origem das baratas reside no fato de que eu e minha irmã, comiámos bastantes biscoitos, cujos farelos acabavam por acumular no banco de trás.

Friday, May 15, 2009

Em 1996 o papai fez um projeto de engenharia - que muito me orgulho - que consistiu da instalação de umas bases de rádio para comunicação ao longo dos trechos navegáveis do rio São Francisco. O Edmundo é quem tinha dado a indicação.

Ele tinha então que contratar uma empresa dessas que vendem, compram, consertam e fazem qualquer negócio com rádio-eletrônica. Papai então ligou para uma empresa desse tipo com a qual já tinha trabalhado. Pelo telefone, o dono não estava lembrando dele. Papai achando um absurdo. Até que o cara do outro lado da linha falou:

"Cesar?" - "Ah, se for um cara doido que põe o óculos escuros sobre a cabeça, eu sei quem é que é!"

Era o papai.

Wednesday, April 29, 2009

Segue de transcrição de comentário do D. Sávio, amigão do papai, publicitário e também barbacenense, sobre esse blog.

"Grande Zecão, me emocionei com os apontamentos sobre teu pai e meu bom amigo Cesinha, um cara que tinha horror a estacionar na vida e convidava todo mundo a sair do lugar, vivia na sanha de produzir novidade e acelerou como quem soubesse que tinha um ciclo breve, deixando um rastro de cometa por onde passava. Abração do sempre amigo Sávio."

Sunday, February 08, 2009


Uma imagem vale por mil palavras. Cesar e Cartola.

Saturday, February 07, 2009

Pessoas inesquecíveis.

O fato do papai ter ido a um show do Led Zeppelin em 1974 em New Okland, servia para ele como um grande cartão de visita ao se apresentar a qualquer jovem da minha geração. Foi assim com vários amigos meus e da minha irmã.

Outro dia, num churrasco na casa do Mambrini, um conhecido, o Marola, lembrava o fato de ter trocado umas idéias com papai (apenas uma vez na vida), perto do Estadual Central, onde costumávamos buscar meu irmão. Nesse dia, papai falou do show do Led.

Marola então falou que quando recebeu a programação sobre uma possível turnê do Led ao Brasil em 2009, a primeira pessoa que ele se lembrou foi do papai.

Segue o scan do ingresso do show.

Sunday, January 11, 2009

No passado, posso dizer que papai possuiu uma marcenaria completa aqui em casa. Seguem algumas lembranças boas sobre feitos na marcenaria:

- A vez que ele rapidamente, para mostrar sua habilidade com a serra elétrica de mesa, fez -com o uns restos de forros de telhado- umas espadas do tipo simitarras para mim e para vários sobrinhos que estavam aqui em casa de passagem. Foi uma festa!

- As primeiras lições de xilogravuras, quando devia ter uns 4 anos de idade, também em uma madeira macia de forro de telhado. Ele chegou a esculpir/desenhar um boneco, que na minha memória era belíssimo!

Tuesday, January 06, 2009

Nem tudo são flores.

Retornei ao consultório do Dr. João, após muitos anos para uma consulta homeopática. Ele então me mostrou no computador a minha ficha médica. Havia diversas coisas a respeito de minha saúde (queixas, gripes, sinusite, acne e etc), porém o que me chamou a atenção a foi a seguinte anotação (que pedi para copiar): "... pai deve 20000 no Banco do Brasil e 12000 no condomínio. Fazendo pos-graduação na UMFG..."

Isso em 07/05/2002, data da última consulta!