Sunday, October 25, 2009
Quando eu tinha uns 10 anos de idade, fiz a viagem Barbacena/BH de carona com meus "tios" Afonso e Dirceu, que ia dirigindo.
No caminho, fui prestando atenção na conversa deles e um dos temas que me lembro era a necessidade ou não de se ter um computador em casa (no ano de 1990). O Afonso então falou: "O Marcelo vive me pedindo para eu comprar um computador, mas eu não irei fazer isso agora". O Dirceu ia concordando, dizendo coisas piores, que um computador em casa era uma coisa inútil e etc.
Quando cheguei em casa, contei a conversa para o papai, um entusiasta em tecnologia. Ele achou a maior graça. Já naquela época, já tinhámos o MSX em casa e XT no escritório.
Hoje, eu me pergunto até que ponto os computadores contribuíram para minha formação profissional.
Tuesday, September 01, 2009
1. Outro dia, eu estava lembrando que o papai deixava eu e minha irmã colorirmos os projetos de engenharia em que ele trabalhava. Eu me lembro que a prancheta com os projetos ficava no meio da sala que na época tinha poucos móveis.
2. Esse ano fez 20 anos que o Raul Seixas morreu. Em 1989 papai comprou uma fita K7 com os maiores sucessos do Raul e nesse mesmo ano, como minha mãe começou a estudar psicologia na PUC, era o papai que nos levava e buscava na escola. No caminho, nós iámos escutando e cantando dentro do Doginho: "Eu nasci há 10mil anos atrás", "Eu sou a mosca que pousou na sua sopa" entre outras músicas inesquecíveis.
Wednesday, July 29, 2009
Uma vez nós fomos passar férias em Santa Mônica - Guarapari - ES numa casa alugada.
O meu quarto era o mais próximo da entrada da casa. À noite, eu acordei aterrorizado porque escutava muitos barulhos de peças metálicas batendo umas contra as outras. Eu passei realmente alguns minutos com medo. Devia ter menos de 6 anos, porque o meu irmão ainda não havia nascido. Imaginava que havia alguma pessoa debaixo da minha cama, assim, resolvi chamar o papai no outro quarto, pedindo um copo de água.
Quando papai se levantou, ele percebeu que eu não estava sonhando e havia alguma coisa errada. O barulho que eu imaginava vir de debaixo da cama, vinha da varanda próxima a janela do quarto. Era um ladrão tentando arrombar o carro.
Papai foi corajoso e inventivo (no futuro, ele contava esse caso para os amigos, dando muitas gargalhadas). Ele pediu para que eu fosse para o outro quarto e esperasse por lá. Ele arrumou uma régua de plástico, foi até a banderola da janela e gritou um "Pssss!". O ladrão na rua parou o que estava fazendo. Papai então apoiou a régua contra a janela, esticou uma ponta e soltou, fazendo um barulho alto, semelhante a um tiro. Ele falou que viu pela fresta o ladrão correndo feito doido, inclusive, largando suas ferramentas para trás.
O ladrão já havia retirado o vidro da frente do Doginho e estava prestes a adentrar no veículo para tentar uma ligação direta e roubar o veículo.
O meu quarto era o mais próximo da entrada da casa. À noite, eu acordei aterrorizado porque escutava muitos barulhos de peças metálicas batendo umas contra as outras. Eu passei realmente alguns minutos com medo. Devia ter menos de 6 anos, porque o meu irmão ainda não havia nascido. Imaginava que havia alguma pessoa debaixo da minha cama, assim, resolvi chamar o papai no outro quarto, pedindo um copo de água.
Quando papai se levantou, ele percebeu que eu não estava sonhando e havia alguma coisa errada. O barulho que eu imaginava vir de debaixo da cama, vinha da varanda próxima a janela do quarto. Era um ladrão tentando arrombar o carro.
Papai foi corajoso e inventivo (no futuro, ele contava esse caso para os amigos, dando muitas gargalhadas). Ele pediu para que eu fosse para o outro quarto e esperasse por lá. Ele arrumou uma régua de plástico, foi até a banderola da janela e gritou um "Pssss!". O ladrão na rua parou o que estava fazendo. Papai então apoiou a régua contra a janela, esticou uma ponta e soltou, fazendo um barulho alto, semelhante a um tiro. Ele falou que viu pela fresta o ladrão correndo feito doido, inclusive, largando suas ferramentas para trás.
O ladrão já havia retirado o vidro da frente do Doginho e estava prestes a adentrar no veículo para tentar uma ligação direta e roubar o veículo.
Tuesday, June 09, 2009
Papai tinha um Dodge Polara automático branco, o "Doginho". Carro que rodou mais de 300.000km com a gente. Eeu me lembro do dia que o velocímetro mudou na curva do Ponteio (que na época não passava de uma boate). Meu pai super-empolgado, chamava a minha atenção para o fato. Eu devia ter uns 5 anos e estava no banco de trás, números não me interessavam tanto na época.
Papai chegou até mandar refazer todo o estofado de tanto gostar do carro. Depois dele ser vendido, uns anos mais tarde, vimos um Doginho branco estacionado em frente o colégio Promove Serra: era ele! Papai ainda lembrava do número da placa! Mas não chegamos a ver o dono...
Outro dia vi um Doginho vermelho na rua e achei um carro bem pequeno. Fico imaginando o foguete que devia ser, já que o motor era 2.2. Outros tempos estes, de gasolina barata...
---
Lembro me de pelo menos outros 2 casos relacionados com o Doginho:
1. Quando éramos pequenos, nosso maior diversão era irmos almoçar no Dragon Palace na Av. do Contorno, porque existia na entrada uma escada de mármore branco cujo pára-peito era muito largo e as crianças viviam escorregando nele. Hoje, o atual Dragon Center teve sua escada de entrada reformada, não possuindo mais esse escorregador. Na certa, alguma crinaça de menor destreza se esborrachou por lá.
Uma vez que num almoço de domingo papai conseguiu trancar a chave dentro do Doginho em frente ao restaurante. Na época, tinha uma fila de clientes na porta e um deles tinha um Dodge verde e tentamos a chave dele que não funcionou. Por fim, acabou que papai conseguiu ceder um pouco o vidro da frente com mãos, o suficiente para levar um arame arranjado com um olhador de carro e pescar a chave no banco do carro!!
2. Uma vez, nós fomos passear no retiro das pedras. Lá o papai teve que retirar o banco traseiro do carro e socá-lo no chão, pois o mesmo estava infestado de baratas. A origem das baratas reside no fato de que eu e minha irmã, comiámos bastantes biscoitos, cujos farelos acabavam por acumular no banco de trás.
Papai chegou até mandar refazer todo o estofado de tanto gostar do carro. Depois dele ser vendido, uns anos mais tarde, vimos um Doginho branco estacionado em frente o colégio Promove Serra: era ele! Papai ainda lembrava do número da placa! Mas não chegamos a ver o dono...
Outro dia vi um Doginho vermelho na rua e achei um carro bem pequeno. Fico imaginando o foguete que devia ser, já que o motor era 2.2. Outros tempos estes, de gasolina barata...
---
Lembro me de pelo menos outros 2 casos relacionados com o Doginho:
1. Quando éramos pequenos, nosso maior diversão era irmos almoçar no Dragon Palace na Av. do Contorno, porque existia na entrada uma escada de mármore branco cujo pára-peito era muito largo e as crianças viviam escorregando nele. Hoje, o atual Dragon Center teve sua escada de entrada reformada, não possuindo mais esse escorregador. Na certa, alguma crinaça de menor destreza se esborrachou por lá.
Uma vez que num almoço de domingo papai conseguiu trancar a chave dentro do Doginho em frente ao restaurante. Na época, tinha uma fila de clientes na porta e um deles tinha um Dodge verde e tentamos a chave dele que não funcionou. Por fim, acabou que papai conseguiu ceder um pouco o vidro da frente com mãos, o suficiente para levar um arame arranjado com um olhador de carro e pescar a chave no banco do carro!!
2. Uma vez, nós fomos passear no retiro das pedras. Lá o papai teve que retirar o banco traseiro do carro e socá-lo no chão, pois o mesmo estava infestado de baratas. A origem das baratas reside no fato de que eu e minha irmã, comiámos bastantes biscoitos, cujos farelos acabavam por acumular no banco de trás.
Friday, May 15, 2009
Em 1996 o papai fez um projeto de engenharia - que muito me orgulho - que consistiu da instalação de umas bases de rádio para comunicação ao longo dos trechos navegáveis do rio São Francisco. O Edmundo é quem tinha dado a indicação.
Ele tinha então que contratar uma empresa dessas que vendem, compram, consertam e fazem qualquer negócio com rádio-eletrônica. Papai então ligou para uma empresa desse tipo com a qual já tinha trabalhado. Pelo telefone, o dono não estava lembrando dele. Papai achando um absurdo. Até que o cara do outro lado da linha falou:
"Cesar?" - "Ah, se for um cara doido que põe o óculos escuros sobre a cabeça, eu sei quem é que é!"
Era o papai.
Ele tinha então que contratar uma empresa dessas que vendem, compram, consertam e fazem qualquer negócio com rádio-eletrônica. Papai então ligou para uma empresa desse tipo com a qual já tinha trabalhado. Pelo telefone, o dono não estava lembrando dele. Papai achando um absurdo. Até que o cara do outro lado da linha falou:
"Cesar?" - "Ah, se for um cara doido que põe o óculos escuros sobre a cabeça, eu sei quem é que é!"
Era o papai.
Wednesday, April 29, 2009
Índice para alguns casos:
1. Caso Cefet
2. Caso dos óculos
3. Histórias do Rony
4. Carteira de motorista
5. Conversão crente
1. Caso Cefet
2. Caso dos óculos
3. Histórias do Rony
4. Carteira de motorista
5. Conversão crente
Segue de transcrição de comentário do D. Sávio, amigão do papai, publicitário e também barbacenense, sobre esse blog.
"Grande Zecão, me emocionei com os apontamentos sobre teu pai e meu bom amigo Cesinha, um cara que tinha horror a estacionar na vida e convidava todo mundo a sair do lugar, vivia na sanha de produzir novidade e acelerou como quem soubesse que tinha um ciclo breve, deixando um rastro de cometa por onde passava. Abração do sempre amigo Sávio."
"Grande Zecão, me emocionei com os apontamentos sobre teu pai e meu bom amigo Cesinha, um cara que tinha horror a estacionar na vida e convidava todo mundo a sair do lugar, vivia na sanha de produzir novidade e acelerou como quem soubesse que tinha um ciclo breve, deixando um rastro de cometa por onde passava. Abração do sempre amigo Sávio."
