Quando o papai foi à Europa em 1974, ele trouxe de presente para a Tia Teresa um conjunto de 12 copinhos para tomar Whisky Cowboy. Cada copinho tinha um dos pontos turísticos de Londres desenhados no vidro, no entanto, um deles quebrou na viagem, deixando o conjunto incompleto.
Em 1978, quando ele retornou à Europa, ele comprou outro conjunto igual para ele. Porém, aconteceu algum acidente com a mala na volta. Quando o pacote foi aberto no Brasil, 11 copinhos haviam quebrado, restando intacto apenas o copinho que quebrara na primeira viagem. Ele não teve outra opção senão dá-lo para a Tia Teresa.
Cesar Augustus Pereira 15/10/1951 - 10/05/2004 Weblog dedicado a vida e obra de Cesar Augustus, através das memórias de seus filhos, familiares e amigos.
Friday, March 21, 2008
Tuesday, March 04, 2008
Bilhete deixado sobre a mesa de café*
"César, responda urgente e rápido:
Como é que eu faço
com gente que não tem,
usa o dos outros,
paga para aqueles que têm e não podem usar
porque está emprestado ?"
---
* Autora: Nivalda de Melo Campos Richard, minha mãe. Acho o bilhete muito poético (como tantas coisas dela!).
** Na grafia original, o nome do papai foi acentuado erradamente, talvez de propósito.
"César, responda urgente e rápido:
Como é que eu faço
com gente que não tem,
usa o dos outros,
paga para aqueles que têm e não podem usar
porque está emprestado ?"
---
* Autora: Nivalda de Melo Campos Richard, minha mãe. Acho o bilhete muito poético (como tantas coisas dela!).
** Na grafia original, o nome do papai foi acentuado erradamente, talvez de propósito.
Saturday, February 02, 2008
Quando o artista plástico Oswaldo Medeiros, o Wadin, faleceu papai falou que seria o próximo da turma a morrer.
Infelizmente, ele acertou...
A turma a que ele se referia era pessoal do Bar do Helinho e do projeto Memória Gráfica encabeçado pelo Wadin e cujos projetos elétricos das instalações papai realizou.
O Bar do Helinho era o bar mais legal de Belo Horizonte! Ele funcionava no porão do Teatro Universitário da UFMG, na rua Carangola. Seu dono era o ator Hélio Zolini, daí o nome para os íntimos. O bar também era conhecido como bar do TU, ou ainda, incomumente pelo nome verdadeiro: Cantina Urrubus. Era o reduto de vários artistas plásticos como o Wadin, Gilberto Abreu, músicos, intelectuais e outros talentos que, brincava, não foram reconhecidos no mainstream.
Confesso que muitas das diferenças entre mim e papai foram acertadas em mesas de bar como esse. Na época, eu tinha entre 17 e 18 anos. (Nesse aspecto, o bar Cheiro de Mato em Barbacena foi igualmente importante na minha vida).
Uma vez, eu deixei papai nesse bar e fui dar umas voltas com o Escort, pois tinha acabado de tirar carteira. Eu ficava com o seu celular, no caso de alguma emergência. Foi quando ele me ligou pedindo para voltar, pois o bar iria fechar e todos iriam para o bar do Toninho Horta no horto.
Quando eu cheguei no bar, que Toninho Horta, que nada! Nesse meio tempo, apareceu um casal com um violão, que já estava na mão do papai, que tocava desde Beatles a Tom Jobim. Todo o bar, numa roda fechada, cantava junto!
Meu amigo Luiggi foi testemunha desse dia inesquecível!
NP: My Father's Eyes - Eric Clapton
Infelizmente, ele acertou...
A turma a que ele se referia era pessoal do Bar do Helinho e do projeto Memória Gráfica encabeçado pelo Wadin e cujos projetos elétricos das instalações papai realizou.
O Bar do Helinho era o bar mais legal de Belo Horizonte! Ele funcionava no porão do Teatro Universitário da UFMG, na rua Carangola. Seu dono era o ator Hélio Zolini, daí o nome para os íntimos. O bar também era conhecido como bar do TU, ou ainda, incomumente pelo nome verdadeiro: Cantina Urrubus. Era o reduto de vários artistas plásticos como o Wadin, Gilberto Abreu, músicos, intelectuais e outros talentos que, brincava, não foram reconhecidos no mainstream.
Confesso que muitas das diferenças entre mim e papai foram acertadas em mesas de bar como esse. Na época, eu tinha entre 17 e 18 anos. (Nesse aspecto, o bar Cheiro de Mato em Barbacena foi igualmente importante na minha vida).
Uma vez, eu deixei papai nesse bar e fui dar umas voltas com o Escort, pois tinha acabado de tirar carteira. Eu ficava com o seu celular, no caso de alguma emergência. Foi quando ele me ligou pedindo para voltar, pois o bar iria fechar e todos iriam para o bar do Toninho Horta no horto.
Quando eu cheguei no bar, que Toninho Horta, que nada! Nesse meio tempo, apareceu um casal com um violão, que já estava na mão do papai, que tocava desde Beatles a Tom Jobim. Todo o bar, numa roda fechada, cantava junto!
Meu amigo Luiggi foi testemunha desse dia inesquecível!
NP: My Father's Eyes - Eric Clapton
Friday, January 18, 2008
Amigos, recebi esta mensagem do Leandro Marçal, colega de pós-graduação
do papai, após ele visitar o blog. Sinceramente, não esperava uma
mensagem tão bonita.
-----Mensagem original-----
De: Leandro Marcal
Enviada em: quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 15:09
Para: EZEQUIEL
Assunto: MEMÓRIAS DO CÉSAR
Ezequiel,
A meu ver, a vida é frágil, fugaz e efêmera.
Realizamos uma travessia, cada qual com seus dons.
E o que deixamos depois de completar essa caminhada?
As recordações, perenizadas pela amizade, sinceridade, confiança e solidariedade.
E esse foi o legado maior deixado pelo Cesar
Uma pessoa de brilho próprio e intenso.
Com amizade.
Leandro.
-----
Papai falava que o Leandro era um dos anjos da guarda dele. Uma amiga do Leandro, ao saber disso, me falou: ¨Nossa mãe, mas que anjo maluco...¨ Ela não conheceu o protegido.
-----Mensagem original-----
De: Leandro Marcal
Enviada em: quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 15:09
Para: EZEQUIEL
Assunto: MEMÓRIAS DO CÉSAR
Ezequiel,
A meu ver, a vida é frágil, fugaz e efêmera.
Realizamos uma travessia, cada qual com seus dons.
E o que deixamos depois de completar essa caminhada?
As recordações, perenizadas pela amizade, sinceridade, confiança e solidariedade.
E esse foi o legado maior deixado pelo Cesar
Uma pessoa de brilho próprio e intenso.
Com amizade.
Leandro.
-----
Papai falava que o Leandro era um dos anjos da guarda dele. Uma amiga do Leandro, ao saber disso, me falou: ¨Nossa mãe, mas que anjo maluco...¨ Ela não conheceu o protegido.
Saturday, January 05, 2008
Recentemente estive de férias e pedi a um vizinho um convite para o
clube que éramos sócios no passado (época em que a família era
estruturada). O retorno ao clube foi um retorno à infância. Nesse dia me
lembrei do seguinte caso:
No início da década de 90, o bar do clube passou a adotar fichas plásticas coloridas que se juntavam umas às outras formando uma corrente. Essas fichas representavam as moedas e notas dos mais variados valores: $0,01; $0,05; $0,10; $0,50 e assim por diante.
No entanto, como existia uma grande inflação na época, as fichas de menor valor logo caiam em desuso (semelhante às moedas de R$0,01 hoje), até que, passados alguns meses, retornavam com o valor da ficha mais alta.
Com uns 10 anos de idade eu percebi isso na primeira rodada. Assim, passei de mesa em mesa do clube, pedindo para trocar minhas fichas de $0,10; $0,50; $1,00 por várias fichas de $0,05.
Numa conversa no balcão do bar, meu pai criticou o sistema com um amigo, que replicou:
"Cesar, você tem que esperar as fichas rodarem, dessa forma você ganhará algum dinheiro".
Papai, acho que não entendeu o negócio e eu intervi na conversa dizendo que já tinha várias fichas antigas à espera da valorização. O amigo então disse:
"Olha só, Cesar! O seu filho tá mais esperto que você."
No início da década de 90, o bar do clube passou a adotar fichas plásticas coloridas que se juntavam umas às outras formando uma corrente. Essas fichas representavam as moedas e notas dos mais variados valores: $0,01; $0,05; $0,10; $0,50 e assim por diante.
No entanto, como existia uma grande inflação na época, as fichas de menor valor logo caiam em desuso (semelhante às moedas de R$0,01 hoje), até que, passados alguns meses, retornavam com o valor da ficha mais alta.
Com uns 10 anos de idade eu percebi isso na primeira rodada. Assim, passei de mesa em mesa do clube, pedindo para trocar minhas fichas de $0,10; $0,50; $1,00 por várias fichas de $0,05.
Numa conversa no balcão do bar, meu pai criticou o sistema com um amigo, que replicou:
"Cesar, você tem que esperar as fichas rodarem, dessa forma você ganhará algum dinheiro".
Papai, acho que não entendeu o negócio e eu intervi na conversa dizendo que já tinha várias fichas antigas à espera da valorização. O amigo então disse:
"Olha só, Cesar! O seu filho tá mais esperto que você."
Monday, December 24, 2007
Não me lembrou exatamente o ano deste caso, mas acho que ocorreu em 2001. A Dona Alda, mãe do Eduardo, amigo da família, frequentava o centro espírita Cáritas no bairro Sion. Uma vez, o médium do centro recebeu uma mensagem espírita dizendo que ela deveria comprar uma cesta básica para o meu pai, visto que nós passávamos dificuldades. Papai aceitou o presente de "muito bom" grado, ainda mais com as recomendações vindas do além que mexeram com a sua imaginação. Nunca faltou comida aqui em casa. Mas realmente, nas semanas que antecederam o acontecido, as coisas não estavam boas e o pouco dinheiro na carteira pode ser direcionado a outras contas. Feliz Natal a todos!
Sunday, December 16, 2007
Há muito tempo, papai instalou um telefone no hall de entrada da casa, perto da cozinha, para que, quando uma ligação tocasse na hora do almoço ou jantar, o retorno à mesa fosse abreviado, pois papai fazia questão da família completa. Uma vez, no meio do jantar, o telefone tocou e ele foi atender. Era uma dessas fundações tipo APAE pedindo doações. Papai olhou para a mesa, com uma cara de quem não sabia o que dizer. E nós todos estávamos curiosos em saber o que ocorria. Até que, meio num lampejo e para despachar logo a ligação inconveniente, ele disse numa voz meio "capial":
"Aqui é o Antônio, o jardineiro! Tenho que esperar meu patrão chegar... Pra ver esse negócio de doação..."
Quando o fone foi colocado no gancho, todos nós rimos pra caramba.
Saturday, December 08, 2007
Ainda sobre fuscas
Essa ninguém da minha família irá se lembrar. Mas nós tivemos um fusquinha branco. Uma das minhas memórias mais antigas é termos ido à praia nele. Eu e minha irmã íamos rolando no banco traseiro que estava deitado.
Esse Fusca branco foi roubado em Barbacena na frente da casa da minha avó, na R. Washington Luis. Eu devia ter uns 5 anos e me recordo bem, porque quando a polícia chegou para fazer o BO, papai fez questão que eu visse o funcionamento do rádio do carro da polícia (que também era um fusca!). A família e os curiosos estavam todos na rua. O carro foi achado umas semanas depois intacto. Inclusive com os óculos escuros do papai no painel. No entanto, a caixa de ferramentas que ele levava no porta-malas foi levada. Eu fiquei muitos anos escutando, toda vez que papai precisava de alguma ferramenta, por exemplo, o alicate de bico, as reclamações a respeito do roubo...
Saturday, November 24, 2007
Em 1987, papai gastou uma grana e comprou um computador XT para a firma de engenharia. Ele veio com os seguintes softwares: Wordstar, Lotus123. Eu me lembro como se fosse hoje a demonstração que ele fez sobre o que era uma Planilha Eletrônica para mim e para o André, usando, como exemplo, ingredientes de uma feijoada! Eu confesso que não vi muita graça, visto que já tínhamos um MSX em casa para outros fins. Mas era tão raro possuir computadores na época, que me lembro bem do fascínio que a máquina produzia em alguns primos que iam ao escritório para "sacar" qual era da máquina. Quando a firma faliu, ele trouxe o computador para casa. E pouco tempo depois equipou-o com um HD 5e1/4 de 20 megas, porque até então tudo ficava em disquete. Quando compramos o 486 em 1994, ele foi trocado por uma impressora Epson LX. O dinheiro da venda do MSX deu para comprar o Modem Zoltrix 14400bps.
Sunday, October 28, 2007
Quando eu tinha 4 ou 5 anos de idade, acordei num belo dia de semana, e abri o maior bué porque queria ir trabalhar com o papai. Foi uma pirraça das tantas! Eu lembro da minha mãe falando:
"E agora Cesar ? O que a gente vai fazer ?"
"O jeito que tem é ele ir trabalhar comigo..."
E assim fomos juntos, eu e papai para o escritório numa caminhonete F1000 da firma. Ser um dos donos da firma tinha lá suas vantagens, como essa.
No entanto, na terceira curva, aqui perto de casa, a gasolina da F1000 acabou. Hoje, no meu entendimento do mundo, não foram por acaso os 2 acontecimentos no mesmo dia!
A sorte era que no veículo tinha um galãozinho e mangueiras de plástico. Tivemos que andar uma subida enorme (pouco mais de 1km) até o carro do condomínio, uma Brasilia bege escuro, onde papai colheu a gasolina.
Depois foi só voltar tudo de volta, fazer o sifão e dar a partida na F1000! Foi uma aventura, ir trabalhar nesse dia com o papai!
"E agora Cesar ? O que a gente vai fazer ?"
"O jeito que tem é ele ir trabalhar comigo..."
E assim fomos juntos, eu e papai para o escritório numa caminhonete F1000 da firma. Ser um dos donos da firma tinha lá suas vantagens, como essa.
No entanto, na terceira curva, aqui perto de casa, a gasolina da F1000 acabou. Hoje, no meu entendimento do mundo, não foram por acaso os 2 acontecimentos no mesmo dia!
A sorte era que no veículo tinha um galãozinho e mangueiras de plástico. Tivemos que andar uma subida enorme (pouco mais de 1km) até o carro do condomínio, uma Brasilia bege escuro, onde papai colheu a gasolina.
Depois foi só voltar tudo de volta, fazer o sifão e dar a partida na F1000! Foi uma aventura, ir trabalhar nesse dia com o papai!
Monday, October 01, 2007
Com 15 anos entrei para o CEFET-MG e logo no primeiro semestre houve uma grande greve dos professores.
Após uns 40 dias de greve, uma reunião dos professores com os alunos foi realizada para que eles pudessem explicar a posição deles. Muitos pais de alunos estavam presentes e preocupados. Principalmente aqueles cujos os filhos eram oriundos da rede particular de ensino, como eu.
A reunião então começou no auditório lotado, com mais de 600 pessoas entre pais, alunos e professores. Logo no início, o grêmio estudantil que era contra a greve fez alguma bagunça e quase todo auditório vaiou um dos professores antes dele começar a falar.
Esse professor que era diretor de alguma coisa ficou indignado. E a decisão deles foi suspender a reunião, alegando falta de educação, enquanto os alunos e o grêmio não se retirassem do auditório.
Estava criado o impasse: se os alunos não saíssem, os professores não continuariam a reunião. Muitos até saíram, porque a palhaçada dos professores foi grande.
O que aconteceu foi que papai, como um bom libriano, pediu o microfone para falar. E ele então começou muito calmo:
"Bom dia a todos! Meu nome é Cesar Augustus e sou um pai de aluno..."
Ainda muito calmo, ele "soltou os cachorros" de uma forma inesperada para os professores que ficaram brancos:
"Acho que o que aconteceu aqui, não condiz com a estatura de uma instituição do tamanho do CEFET! ... digo isso, porque alunos fazem bagunça mesmo."
O auditório inteiro foi ao delírio e aplaudiu papai. Ele esperou e continuou:
"Eu, quando era aluno, fazia bagunça..." Mais aplausos, gritos e assovios de aprovação.
E ele continuou, lançando a pergunta:
"E se vocês, professores, não estão conseguindo dar continuidade a essa reunião, como é que tratarão um assunto muito mais importante como a greve ?? "
Nessa hora, era uma catarse coletiva. E como se não bastasse, ele ainda disse:
"Eu sou engenheiro, eu posso dar aula de matemática e física!!"
"Se vocês não estiverem querendo dar aula, eu venho aqui e dou aula! Nós, os pais de alunos, ajuntaremos e daremos aulas!!!"
Papai "baixou um pouco a bola" e falou que a reunião teria que continuar de qualquer maneira e despediu-se de todos. Todo o auditório aplaudiu o papai. Eu na platéia também recebia cumprimentos e elogios.
Os professores, muito sem graça (mas putos, com certeza), pediram desculpas e continuaram a reunião com os alunos.
Obviamente, papai saiu do auditório rapidamente. Ele dizia que depois desse dia, sempre que entrava no CEFET, alguns professores o olhavam com olhos tortos.
Após uns 40 dias de greve, uma reunião dos professores com os alunos foi realizada para que eles pudessem explicar a posição deles. Muitos pais de alunos estavam presentes e preocupados. Principalmente aqueles cujos os filhos eram oriundos da rede particular de ensino, como eu.
A reunião então começou no auditório lotado, com mais de 600 pessoas entre pais, alunos e professores. Logo no início, o grêmio estudantil que era contra a greve fez alguma bagunça e quase todo auditório vaiou um dos professores antes dele começar a falar.
Esse professor que era diretor de alguma coisa ficou indignado. E a decisão deles foi suspender a reunião, alegando falta de educação, enquanto os alunos e o grêmio não se retirassem do auditório.
Estava criado o impasse: se os alunos não saíssem, os professores não continuariam a reunião. Muitos até saíram, porque a palhaçada dos professores foi grande.
O que aconteceu foi que papai, como um bom libriano, pediu o microfone para falar. E ele então começou muito calmo:
"Bom dia a todos! Meu nome é Cesar Augustus e sou um pai de aluno..."
Ainda muito calmo, ele "soltou os cachorros" de uma forma inesperada para os professores que ficaram brancos:
"Acho que o que aconteceu aqui, não condiz com a estatura de uma instituição do tamanho do CEFET! ... digo isso, porque alunos fazem bagunça mesmo."
O auditório inteiro foi ao delírio e aplaudiu papai. Ele esperou e continuou:
"Eu, quando era aluno, fazia bagunça..." Mais aplausos, gritos e assovios de aprovação.
E ele continuou, lançando a pergunta:
"E se vocês, professores, não estão conseguindo dar continuidade a essa reunião, como é que tratarão um assunto muito mais importante como a greve ?? "
Nessa hora, era uma catarse coletiva. E como se não bastasse, ele ainda disse:
"Eu sou engenheiro, eu posso dar aula de matemática e física!!"
"Se vocês não estiverem querendo dar aula, eu venho aqui e dou aula! Nós, os pais de alunos, ajuntaremos e daremos aulas!!!"
Papai "baixou um pouco a bola" e falou que a reunião teria que continuar de qualquer maneira e despediu-se de todos. Todo o auditório aplaudiu o papai. Eu na platéia também recebia cumprimentos e elogios.
Os professores, muito sem graça (mas putos, com certeza), pediram desculpas e continuaram a reunião com os alunos.
Obviamente, papai saiu do auditório rapidamente. Ele dizia que depois desse dia, sempre que entrava no CEFET, alguns professores o olhavam com olhos tortos.
Thursday, September 27, 2007
Caso relatado pelo meu primo Marquito.
Eles estavam indo para o 2 casamento do tio Luisinho em Barbacena, quando papai falou:
"Marquito, eu estou para receber uma grana e quando receber eu te pago!"
"Pagar o quê, Cesar?"
"A camisa nova que você vai comprar para mim para o casamento do seu pai".
"E o litro do Whisky também".
Eles então pararam no BH Shopping e Marquito passou o cartão para a camisa e o Whisky para irem tomando. Só no meio da estrada perceberam que tinham atrasado muito e o casamento começara. E o Marquito era padrinho do pai dele!!
A turma atrasou o que pode do casamento ao saber que os dois vinham juntos de BH (na época não existia celular). Marquito me contou que chegou na hora de assinar como testemunha. Depois, eu perguntei: "E o meu pai te pagou?" Ele falou: "Nós dividimos de 3 ou 4 vezes. Era algo do tipo 33, 33 e 33. Só faltou ele pagar a última." E completou: "Mas ele sempre lembrava..."
Eles estavam indo para o 2 casamento do tio Luisinho em Barbacena, quando papai falou:
"Marquito, eu estou para receber uma grana e quando receber eu te pago!"
"Pagar o quê, Cesar?"
"A camisa nova que você vai comprar para mim para o casamento do seu pai".
"E o litro do Whisky também".
Eles então pararam no BH Shopping e Marquito passou o cartão para a camisa e o Whisky para irem tomando. Só no meio da estrada perceberam que tinham atrasado muito e o casamento começara. E o Marquito era padrinho do pai dele!!
A turma atrasou o que pode do casamento ao saber que os dois vinham juntos de BH (na época não existia celular). Marquito me contou que chegou na hora de assinar como testemunha. Depois, eu perguntei: "E o meu pai te pagou?" Ele falou: "Nós dividimos de 3 ou 4 vezes. Era algo do tipo 33, 33 e 33. Só faltou ele pagar a última." E completou: "Mas ele sempre lembrava..."
Saturday, September 15, 2007
Quando estava atrasado, o que era frequente, papai passava o Escort por cima do canteiro da BR na saída do condomínio. Assim ele ganhava tempo e 1,6km por evitar o retorno.*
Certo dia, a Sylvia, minha vizinha, saiu com seu carro um pouco na frente do papai. Ela também levava seu filho para o St. Dorotéia. Na saída do condomínio, papai passou por cima do canteiro e ela não viu. Quando encontram no colégio, minutos depois, ela exclamou: ¨Cesar, mas você correu muito!".
Outra vez, o Dr. Hugo, quando ia comprar material para a obra, resolveu imitar e fazer o mesmo. Meu pai que estava no banco de carona, contou-me que quase enfartou, pois o Dr. Hugo antes de começar a subir no canteiro, avançou o carro na contra mão e quase provocou um acidente.
* A Sylvia falou que se fizessem um trevo lá, ele deveria se chamar Trevo do Cesar.
Certo dia, a Sylvia, minha vizinha, saiu com seu carro um pouco na frente do papai. Ela também levava seu filho para o St. Dorotéia. Na saída do condomínio, papai passou por cima do canteiro e ela não viu. Quando encontram no colégio, minutos depois, ela exclamou: ¨Cesar, mas você correu muito!".
Outra vez, o Dr. Hugo, quando ia comprar material para a obra, resolveu imitar e fazer o mesmo. Meu pai que estava no banco de carona, contou-me que quase enfartou, pois o Dr. Hugo antes de começar a subir no canteiro, avançou o carro na contra mão e quase provocou um acidente.
* A Sylvia falou que se fizessem um trevo lá, ele deveria se chamar Trevo do Cesar.
Sunday, August 26, 2007
enquanto descansamos, carregamos pedras
/>Enviada em: sábado, 18 de agosto de 2007 19:50
Para: EZEQUIEL CAMPOS PEREIRA Assunto: Re: enquanto descansamos, carregamos pedras Entrei no Blog e dei umas boas risadas e cheguei a ficar com o coração apertado, pois bateu uma saudade muito grande do seu pai. Vou lembrando alguma coisa e vou te passando. Trabalhamos com o Cesar (meu Mestre na arte de projetar) e estávamos uma vez todos reunidos e o telefone tocou e era um cliente novo indicado por algum amigo. E a conversa esticou com o futuro cliente e o Cesar tentava mostrar que nós eramos os melhores de Belo Horizonte e não faltavam adjetivos para falar de nossa empresa, e ele descrevia tudo o que o escritório seria capaz de fazer e, a certa altura, como desfecho final, ele falou: "Olha!... Nós somos especializados em resolver qualquer tipo de negócio" tivemos que sair da sala porque riamos de cair no chão e isso virou folclore e até hoje eu, Mário, Paulo Bedê e Alcino sempre, quando nos encontramos, lembramos esse fato que foi um dos melhores que já presenciamos. Outra. Eu trabalhava com o Cesar já há uns dois anos e recebia por serviço e não havia salário. Ele tinha uma caderneta e ia anotando, e a minha foi acumulando e, a certa altura, ele me propôs vender o seu "fusquinha branco" e eu poderia pagar com os serviços de projeto. Um dia chegou o valor e eu fui buscar o fusquinha e minha emoção era muito grande, pois era o meu primeiro carro. O Cesar fez um discurso, falou sobre o carro, os bons momentos que passou com ele e mil recomendações que, claro... Não me lembro mais. Passado uns meses, um dia ele me perguntou: "Rony quando você vai me devolver o carro?" Eu falei: "Uai, Cesar! Eu comprei ele de você?!" Ele respondeu: "Foi mesmo... eu achei que era um empréstimo!" Fiquei sinceramente com pena dele, pois ela gostava muito do carro e fiquei anos com o fusquinha branco e às vezes dava vontade de devolvê-lo, mas os tempos eram difíceis e nunca consegui. Abraços, Rony
Para: EZEQUIEL CAMPOS PEREIRA Assunto: Re: enquanto descansamos, carregamos pedras Entrei no Blog e dei umas boas risadas e cheguei a ficar com o coração apertado, pois bateu uma saudade muito grande do seu pai. Vou lembrando alguma coisa e vou te passando. Trabalhamos com o Cesar (meu Mestre na arte de projetar) e estávamos uma vez todos reunidos e o telefone tocou e era um cliente novo indicado por algum amigo. E a conversa esticou com o futuro cliente e o Cesar tentava mostrar que nós eramos os melhores de Belo Horizonte e não faltavam adjetivos para falar de nossa empresa, e ele descrevia tudo o que o escritório seria capaz de fazer e, a certa altura, como desfecho final, ele falou: "Olha!... Nós somos especializados em resolver qualquer tipo de negócio" tivemos que sair da sala porque riamos de cair no chão e isso virou folclore e até hoje eu, Mário, Paulo Bedê e Alcino sempre, quando nos encontramos, lembramos esse fato que foi um dos melhores que já presenciamos. Outra. Eu trabalhava com o Cesar já há uns dois anos e recebia por serviço e não havia salário. Ele tinha uma caderneta e ia anotando, e a minha foi acumulando e, a certa altura, ele me propôs vender o seu "fusquinha branco" e eu poderia pagar com os serviços de projeto. Um dia chegou o valor e eu fui buscar o fusquinha e minha emoção era muito grande, pois era o meu primeiro carro. O Cesar fez um discurso, falou sobre o carro, os bons momentos que passou com ele e mil recomendações que, claro... Não me lembro mais. Passado uns meses, um dia ele me perguntou: "Rony quando você vai me devolver o carro?" Eu falei: "Uai, Cesar! Eu comprei ele de você?!" Ele respondeu: "Foi mesmo... eu achei que era um empréstimo!" Fiquei sinceramente com pena dele, pois ela gostava muito do carro e fiquei anos com o fusquinha branco e às vezes dava vontade de devolvê-lo, mas os tempos eram difíceis e nunca consegui. Abraços, Rony
Sunday, August 19, 2007
Dr. João.
[Pequena introdução]
O Dr. João é médico homeopata que cuida da saúde da saúde da família. Nós vamos ao seu consultório desde pequenos.
Bastaria dizer somente que quando papai fez a cirurgia fatídica, ele assistiu-a como convidado. E quando toda junta médica lavou suas mãos e entregou o caso para Deus, o Dr. João foi o único a oferecer uma esperança alternativa. E nesse caso, segurar uma barra pesadíssima junto com a gente.
[Fim da pequena introdução]
Alguns dias depois do falecimento do papai, o Dr. João me relatou o seguinte sonho que ele teve:
O papai estava enfermo na cama. O Dr. João sabendo que ele já havia morrido questionou-o: "Cesar! Você está morto!"
Papai olhou-o com aquela cara...
O Dr. continuou: "Cesar você não encontrou com seu pai e sua mãe ainda não?"
Papai respondeu no sonho: "Ainda não, João..." ele fez uma pausa "Eu ainda estou refletindo sobre o que é viver."
[Pequena introdução]
O Dr. João é médico homeopata que cuida da saúde da saúde da família. Nós vamos ao seu consultório desde pequenos.
Bastaria dizer somente que quando papai fez a cirurgia fatídica, ele assistiu-a como convidado. E quando toda junta médica lavou suas mãos e entregou o caso para Deus, o Dr. João foi o único a oferecer uma esperança alternativa. E nesse caso, segurar uma barra pesadíssima junto com a gente.
[Fim da pequena introdução]
Alguns dias depois do falecimento do papai, o Dr. João me relatou o seguinte sonho que ele teve:
O papai estava enfermo na cama. O Dr. João sabendo que ele já havia morrido questionou-o: "Cesar! Você está morto!"
Papai olhou-o com aquela cara...
O Dr. continuou: "Cesar você não encontrou com seu pai e sua mãe ainda não?"
Papai respondeu no sonho: "Ainda não, João..." ele fez uma pausa "Eu ainda estou refletindo sobre o que é viver."
Thursday, August 09, 2007
Hoje fui no Dr. Valênio, oftmologista da família. Lembramos uns casos do papai:
1.
Minha última consulta foi em conjunto com o papai, no dia 21/02/2001 (segundo a receita). Nesse dia lembro claramente meu pai falando:
"Valênio, eu estou impressionado com a velocidade que minha visão está indo pro espaço!" "Cada dia que passa, eu estou enxergando menos..."
O Dr. Valênio respondeu, numa tentativa de acalentar a insatisfação da alma do papai:
"Cesar! Isso é envelhecer... Por outro lado, você está ficando mais sábio com o passar do tempo..."
Papai retribuiu com um largo sorriso e disse: " é você tá certo...". Era o sinal que a sabedoria do Dr. Valênio funcionara.
2.
Numa outra consulta, papai estava reclamando da velha falta de grana de forma lamuriosa:
"Sabe Valênio, o problema é que não poupei nenhum dinheiro durante toda a vida. Gastei tudo com viagens ao exterior."
O Dr. respondeu:
"Cesar, você fez aquilo que nós jovens queríamos fazer, mas não tivemos coragem!"
1.
Minha última consulta foi em conjunto com o papai, no dia 21/02/2001 (segundo a receita). Nesse dia lembro claramente meu pai falando:
"Valênio, eu estou impressionado com a velocidade que minha visão está indo pro espaço!" "Cada dia que passa, eu estou enxergando menos..."
O Dr. Valênio respondeu, numa tentativa de acalentar a insatisfação da alma do papai:
"Cesar! Isso é envelhecer... Por outro lado, você está ficando mais sábio com o passar do tempo..."
Papai retribuiu com um largo sorriso e disse: " é você tá certo...". Era o sinal que a sabedoria do Dr. Valênio funcionara.
2.
Numa outra consulta, papai estava reclamando da velha falta de grana de forma lamuriosa:
"Sabe Valênio, o problema é que não poupei nenhum dinheiro durante toda a vida. Gastei tudo com viagens ao exterior."
O Dr. respondeu:
"Cesar, você fez aquilo que nós jovens queríamos fazer, mas não tivemos coragem!"
Friday, August 03, 2007
Censo2000!
Ontem, recebemos pelo correio a propaganda do Censo 2007 do IBGE. Foi quando contei, para o meu irmão e mais 2 pedreiros que racharam de rir, a seguinte história:
No último censo em 07/2000 papai foi uma das únicas pessoas encontradas na rua pelo recenseador do IBGE. Diante do desânimo da pessoa em voltar outro dia (aqui no condomínio, eles andam a pé de casa em casa. E muito!), papai então convenceu o fiscal que conhecia toda a rua e poderia muito bem responder o censo das outras pessoas. O que era verdade.
Só que para algums vizinhos específicos, ele informou salários absurdos, muito mais altos do eles provavelmente ganhavam. Confesso que não achei ético, mas na cabeça do papai, era realmente o salário que eles ganhavam...
No entanto, qual foi a nossa surpresa, quando meses depois, um de nossos vizinhos teve seu salário publicado nos principais jornais de Minas por causa de um escândalo na Assembléia. O salário publicado era mais que o dobro do salário inventado pelo papai...
Ontem, recebemos pelo correio a propaganda do Censo 2007 do IBGE. Foi quando contei, para o meu irmão e mais 2 pedreiros que racharam de rir, a seguinte história:
No último censo em 07/2000 papai foi uma das únicas pessoas encontradas na rua pelo recenseador do IBGE. Diante do desânimo da pessoa em voltar outro dia (aqui no condomínio, eles andam a pé de casa em casa. E muito!), papai então convenceu o fiscal que conhecia toda a rua e poderia muito bem responder o censo das outras pessoas. O que era verdade.
Só que para algums vizinhos específicos, ele informou salários absurdos, muito mais altos do eles provavelmente ganhavam. Confesso que não achei ético, mas na cabeça do papai, era realmente o salário que eles ganhavam...
No entanto, qual foi a nossa surpresa, quando meses depois, um de nossos vizinhos teve seu salário publicado nos principais jornais de Minas por causa de um escândalo na Assembléia. O salário publicado era mais que o dobro do salário inventado pelo papai...
Sunday, July 29, 2007
Uma vez, estávamos numa farmácia homeopática que existia na praça ABC (aonde é aquela lanchonete ou então o bar Dalva). No balcão ele falou da teoria com a farmacêutica. Havia um biólogo esperando. Ele também entrou na conversa, dando exemplos da teoria na área de biologia. Foi muito legal!
Cresci escutando, durante mais de um ano, a história que a equação x^4-1=0 tem quatro raízes (o que é trivial para qualquer pessoa com formação em exatas), mas não era o caso da platéia que o escutava o papai na maioria das vezes. Quando ele estava de posse do livro, mostrava as figuras o que acabava facilitando a explicação. Mas quem entendia pouco de matemática, sempre olhava o papai com os olhos assustados!!
A figura que acompanha esse post mostra o comportamento caótico quando a equação acima é resolvida pelo Método de Newton cujos parâmetros iniciais não estão perto de nenhuma das raízes: 1,-1,i,-i (elas são aqueles pontos mais claros no meio das cores cheias).
A figura foi retirada desse site: link
Thursday, July 19, 2007
Quando papai faleceu, 2 dias depois o Fernando escreveu no seu blog um depoimento sobre o papai, sobre a morte e sobretudo sobre a vida.
Li em voz alta esse texto para a família, repassei para os colegas de trabalho (porque na época estava sem forças para escrever o meu). Todos se emocionaram!
O texto é um dos mais bacanas que já li!
i'm set free
Li em voz alta esse texto para a família, repassei para os colegas de trabalho (porque na época estava sem forças para escrever o meu). Todos se emocionaram!
O texto é um dos mais bacanas que já li!
i'm set free
Monday, July 09, 2007
Uma das últimas obras que o papai fez, foi a reforma da agência de correio do Henrique.
Papai estava muito desgastado com quase todos os peões da obra, que faziam muita coisa errada, enrolavam serviço e etc. Sua doença já estava bem avançada no corpo físico (nós só não sabíamos disso).
Para mim, papai já estava cansado da vida. Mas ele deu o troco, numa situacão teatral, contra a falta de comprometimento de toda equipe.
Era 11 de Setembro, aniversário de dois anos da queda das torres gêmeas. Papai reuniu a equipe de pedreiros, encarregados, eletricistas e mais alguns funcionários do correio presentes na hora, juntanto umas 10 pessoas. Ele começou pedindo que todos dessem as mãos e rezassem um Pai-nosso em voz alta em homenagem às vítimas do atentado.
Até ai tudo bem, só que ao acabar o Pai-nosso, papai começou um discurso inflamado, enfatizando a braveza do ato dos terroristas da Al-Qaeda que mudaram o mundo.
O Henrique, meu cunhado, achou a maior graça, mas conseguiu manter-se sério. Certamente, muitos perceberam que estavam diante de uma situação maluca. Poucos perceberam a ambiguidade do discurso. Mas ninguém percebeu a verdade: que papai fazia hora com a cara de todos.
Papai estava muito desgastado com quase todos os peões da obra, que faziam muita coisa errada, enrolavam serviço e etc. Sua doença já estava bem avançada no corpo físico (nós só não sabíamos disso).
Para mim, papai já estava cansado da vida. Mas ele deu o troco, numa situacão teatral, contra a falta de comprometimento de toda equipe.
Era 11 de Setembro, aniversário de dois anos da queda das torres gêmeas. Papai reuniu a equipe de pedreiros, encarregados, eletricistas e mais alguns funcionários do correio presentes na hora, juntanto umas 10 pessoas. Ele começou pedindo que todos dessem as mãos e rezassem um Pai-nosso em voz alta em homenagem às vítimas do atentado.
Até ai tudo bem, só que ao acabar o Pai-nosso, papai começou um discurso inflamado, enfatizando a braveza do ato dos terroristas da Al-Qaeda que mudaram o mundo.
O Henrique, meu cunhado, achou a maior graça, mas conseguiu manter-se sério. Certamente, muitos perceberam que estavam diante de uma situação maluca. Poucos perceberam a ambiguidade do discurso. Mas ninguém percebeu a verdade: que papai fazia hora com a cara de todos.
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